sábado, 11 de julho de 2009

avó


chove fino e o som doce da chuva compõe suave melodia

chove tanto, chove, chove...
ouço na chuva a berceuse que embala sonos infantis
sem bicho-papão nem monstro
apenas um beijo, um toque e um rosto
muito perto, muito doce
o olhar azul a cobrir-me e dizer: boa-noite
e a noite se abria em sonhos

chove ainda e a musica sutil da chuva é sempre nova

chovo eu mesma
defectiva do tempo ido
dos carinhos simples e quentes
que guardo em preciosa saudade,
o melhor dos teus presentes
`
imagem: postal antigo mostrando a Ponte Pensil, Santos, SP

4 comentários:

Bea - Compulsão Diária disse...

Márcia. além desse poema tocante, desse manejo sutil que vc faz com as rimas internas, a dança dos fonemas..a fotografia da ponte da minha infância!!!!!
Era muito menina e costumava ir pra Praia Grande - casa de praia de minha avó materna- e parar na biquinha de são vicente, depois ir pela ponte que fazia um barulho entre o susto e a excitação com minhas tias solteiras cantando no automóvel, sabendo que a praia estava logo ali.

Obrigada pela maravilha de momento poético.

Essa chuva que vc descreve foi um presente e tanto.

Bea - Compulsão Diária disse...

Putz!! Agora vi o nome do poema! Avó!Poxa vida;))

Anônimo disse...

hello


Just saying hello while I read through the posts


hopefully this is just what im looking for looks like i have a lot to read.

Anônimo disse...
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