quarta-feira, 4 de maio de 2011

THE END

as mãos na terra
como raízes

desarvorada procura
amarra
âncora
bola de ferro, grade ou corrente

(meu deus, salvai-as!)

pobres mãos sem corpo
sem tato, frias
ovelhas negras
e desgarradas
retalhos, restos
que, decepadas, nem são mais mãos...

despedaçadas
são carne viva amortecida
já foram laço
não são mais nada

de remo e velas destituídas
são naus de náufrago
sós
e à deriva

'

2 comentários:

Anônimo disse...

...clap clap clap...

Bárbara Queiroz disse...

Lindo poema!

bjs