segunda-feira, 2 de setembro de 2013

SÓ (no) RIO




ando só nesta cidade
        que não conheço
anônima
        na cidade que tampouco me conhece

estranhas uma e outra
        uma à outra
nos olhamos, respeitosas

reciprocamente inquietas
         tomadas
pelos mistérios em nós
incompartilháveis


imagem: foto minha de  universo bordallo pinheiro - oi futuro flamengo - agosto/2013

2 comentários:

Fry, from Futurama disse...

O mistério faz par com o silêncio.
E isso não é uma coisa ruim.
Not at all.

Diogo Henrique Duarte de Parra disse...

Belo poema.
Disse a verdade que o inspirou. Não se perdeu com empolações.