segunda-feira, 8 de março de 2010

soneto

como o fim era o começo,
e sem saber qual o caminho,
abriu-se bem devagarinho
rumo ao direito do avesso

como regra, fazia arte
e com tanta tinta colorida
respingou azul na tela da vida
e a hora certa se fez mais tarde

qual o seu nome? apenas Gente:
respira e canta e deseja e ama
e busca e espera e sonha e chama

como vai? vai sempre em frente
fazendo de conta que crê na sorte
fazendo uns versos pra espantar a morte

'

3 comentários:

BAR DO BARDO disse...

Bom golpe, Márcia!

Muito legal!

Nydia Bonetti disse...

Costumo dizer que temos sorte, Márcia. Fazemos versos, que nos ajudam a viver. Beijooos!

L. M. disse...

Que lindo! Leve, solto... Gostei!