sexta-feira, 14 de novembro de 2008

interiores

dentro da casa escura
uma solidão com forma humana

dentro do olhar parado
um coração desenganado

dentro do mal avança
a total desesperança

dentro do corpo inerte
uma célula subverte

dentro de si encerra
a mais sangrenta guerra

dentro da luz se solta
num caminho que não tem volta

dissolvido no mar termina
o seu sonho de menina
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Um comentário:

Mariana Waldow disse...

márcia, tem qualquer coisa de celta no teu discurso, de mestra da floresta, as pobres malditas bruxas, apenas benditas mulheres que observavam a natureza, as plantas e os humanos com um olhar demasiadamente fino para o tempo histórico que se seguia...há algo no teu discurso que me leva para as entranhas da vida, da alma humana, da memória, do universo onírico...há mais no teu cérebro do que imagina a vã psiquiatria...