terça-feira, 17 de março de 2009

[houve o tempo de rimar...]

houve o tempo de rimar
amor com flor
depois, um momento
de fazer soar a dor

de castigo,
num silêncio
foi preciso o verso pôr

para que
branco e manco
só sobrasse
- sob as águas,
pois não nada -
a rima pura:

amor com amor,
(que nunca se paga)
- verso com verso
se captura...
'

Um comentário:

Compulsão Diária disse...

Este é uma jóia leve, bem desenhada, cheia de graça.