segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dupla Face


Marcia Szajnbok



Onde, enfim, o meu lugar?


Eu, que tanto sonhei com o mundo,
Me esqueci de caminhar...
Que queria ir com as ondas,
Não aprendi a nadar...
Pensei-me pássaro de asas grandes
Não fui capaz de me lançar...

Como, então, hei de unir
Corpo e mente em conflito
Tão distantes...
Um sempre estático, pés no chão, âncora.
A outra liberta, fugidia, em eterna busca
Mutante.



Um comentário:

Leon K. Nunes disse...

Bonitos versos. A vida mesmo é uma seqüência de dilemas, uma seqüência de confusões... Quando pensamos ter seguido um caminho, parece que seguimos outro.. É como se fôssemos daltônicos, estamos sempre chegando a lugares que não estavam em nossos planos... O eterno conflito entre o que é material e o que é ideal.

Bonito e singelo, seu blog... Conheci lá no E-TL, e tem muita qualidade viu?

Beijos, até mais!